<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><xml><records><record><source-app name="Biblio" version="7.x">Drupal-Biblio</source-app><ref-type>32</ref-type><contributors><authors><author><style face="normal" font="default" size="100%">Michel Paiva Valim</style></author></authors></contributors><titles><title><style face="normal" font="default" size="100%">Sistemática e análise cladística das espécies do gênero Gyropus Nitzsch (Phthiraptera, Amblycera, Gyropidae)</style></title><secondary-title><style face="normal" font="default" size="100%">Instituto de Ciencias Biologicas, Departmento de Parasitologia</style></secondary-title></titles><dates><year><style  face="normal" font="default" size="100%">2010</style></year><pub-dates><date><style  face="normal" font="default" size="100%">June 2010</style></date></pub-dates></dates><urls><web-urls><url><style face="normal" font="default" size="100%">http://hdl.handle.net/1843/SAGF-8HCP2G</style></url></web-urls></urls><publisher><style face="normal" font="default" size="100%">Universidade Federal de Minas Gerais</style></publisher><volume><style face="normal" font="default" size="100%">PhD</style></volume><pages><style face="normal" font="default" size="100%">299 pp</style></pages><language><style face="normal" font="default" size="100%">eng</style></language><abstract><style face="normal" font="default" size="100%">&lt;p&gt;Este trabalho avalia as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de parentesco entre as esp&amp;eacute;cies e status taxon&amp;ocirc;mico do g&amp;ecirc;nero Gyropus Nitzsch, 1818 (Amblycera: Gyropidae). Todas as esp&amp;eacute;cies desse g&amp;ecirc;nero possuem distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o neotropical, ocorrendo da Nicar&amp;aacute;gua ao extremo sul da Argentina. Historicamente a sua classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; um tanto conturbada, visto que h&amp;aacute; propostas para separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em diferentes g&amp;ecirc;neros que foram sumariamente rejeitados baseados em opini&amp;otilde;es subjetivas. A primeira parte deste trabalho &amp;eacute; um cat&amp;aacute;logo taxon&amp;ocirc;mico completo, preparado para embasar a revis&amp;atilde;o de literatura sobre o assunto. Atrav&amp;eacute;s de revis&amp;atilde;o taxon&amp;ocirc;mica, buscou-se reconhecer os t&amp;aacute;xons pertencentes a esse g&amp;ecirc;nero e avaliar as poss&amp;iacute;veis variabilidades intraespec&amp;iacute;ficas. A revis&amp;atilde;o teve &amp;ecirc;nfase na localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do material tipo e esp&amp;eacute;cimes adicionais para todas as esp&amp;eacute;cies. A partir da obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de material adicional, alguns est&amp;aacute;gios de desenvolvimento (ovos e ninfas I, II e III) de algumas esp&amp;eacute;cies puderam ser pela primeira vez conhecidos, como: NI-NIII de G. cruzi, G. distinctus, G. longus, G. martini iheringi, G. lenti lenti, G. ovalis e G. persetosus; NII-NIII de G. setifer, G. lineatus e G. limai; ovos de G. lenti lenti e G. limai. Dados morfom&amp;eacute;tricos foram inclu&amp;iacute;dos nas descri&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos imaturos e a partir deles, &amp;iacute;ndices de crescimento (&amp;iacute;ndice de Brooks-Dyar e Crosby) foram pela primeira vez calculados para esp&amp;eacute;cies de Gyropidae. Com o estudo desses imaturos, as ninfas de esp&amp;eacute;cies de Phthiraptera puderam ser pela primeira vez sexadas desde a sua primeira fase, atrav&amp;eacute;s de car&amp;aacute;ter quetot&amp;aacute;xico. Ap&amp;oacute;s revis&amp;atilde;o, todas as esp&amp;eacute;cies estudadas foram redesenhadas e remensuradas para os padr&amp;otilde;es atuais de estudo do grupo e, com isso, uma nova sinon&amp;iacute;mia foi encontrada: Gyropus mesoamericanus sin. nov. de G. setifer. Duas novas esp&amp;eacute;cies ser&amp;atilde;o descritas: Gyropus sp. nov. sobre Proechimys trinitatis de Trinidad e Tobago; e Eogyropus sp. nov. sobre Clyomys laticeps do Paraguai, ambos hospedeiros da fam&amp;iacute;lia Echimyidae. Assim, foram analisadas 34 esp&amp;eacute;cies, sendo 28 esp&amp;eacute;cies de Gyropus, das quais duas novas esp&amp;eacute;cies como grupo interno e 6 t&amp;aacute;xons como grupos externos (1 Trimenoponidae, 1 Protogyropinae e 4 Gyropinae). A hip&amp;oacute;tese filogen&amp;eacute;tica baseada em 98 caracteres morfol&amp;oacute;gicos resultou em 4 cladogramas igualmente parcimoniosos (comprimento=271; IC=52; IR=79). A monofilia de Gyropus foi fracamente suportada pela an&amp;aacute;lise. Os resultados tamb&amp;eacute;m suportam grupos monofil&amp;eacute;ticos, o que implicou na utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alguns nomes gen&amp;eacute;ricos j&amp;aacute; publicados, como: Eogyropus Eichler (tipo G. lenti), Monogyropus Ewing (tipo G. longus) e Tetragyropus Ewing (tipo G. lineatus). Outros grupos, tamb&amp;eacute;m bem suportados e sem nomes propostos ser&amp;atilde;o tratados, como g&amp;ecirc;neros n&amp;atilde;o nomeados, como grupos de esp&amp;eacute;cies de Gyropus s.l. Uma esp&amp;eacute;cie foi combinada em um outro g&amp;ecirc;nero, Monogyropus pearsoni comb. nov. As associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre esp&amp;eacute;cies de Gyropus s.l. e seus hospedeiros sugerem processos de larga co-acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os grupos ovalis e parvus; estreita co-acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Eogyropus e co-especia&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Monogyropus, Tetragyropus e grupos cruzi, martini, parasetosus e ribeiroi. O grupo thompsoni apresentou associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do tipo larga co-acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o e co-especia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Uma chave &amp;eacute; apresentada para separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos g&amp;ecirc;neros de Gyropidae, bem como para as esp&amp;eacute;cies de Gyropus s.l. tratadas nesta tese.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Keywords: Parasitologia, Anoplura, Roedor, Entomologia, Analise cladistica&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Abstract in English:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este trabalho avalia as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es de parentesco entre as esp&amp;eacute;cies e status taxon&amp;ocirc;mico do g&amp;ecirc;nero Gyropus Nitzsch, 1818 (Amblycera: Gyropidae). Todas as esp&amp;eacute;cies desse g&amp;ecirc;nero possuem distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o neotropical, ocorrendo da Nicar&amp;aacute;gua ao extremo sul da Argentina. Historicamente a sua classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; um tanto conturbada, visto que h&amp;aacute; propostas para separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em diferentes g&amp;ecirc;neros que foram sumariamente rejeitados baseados em opini&amp;otilde;es subjetivas. A primeira parte deste trabalho &amp;eacute; um cat&amp;aacute;logo taxon&amp;ocirc;mico completo, preparado para embasar a revis&amp;atilde;o de literatura sobre o assunto. Atrav&amp;eacute;s de revis&amp;atilde;o taxon&amp;ocirc;mica, buscou-se reconhecer os t&amp;aacute;xons pertencentes a esse g&amp;ecirc;nero e avaliar as poss&amp;iacute;veis variabilidades intraespec&amp;iacute;ficas. A revis&amp;atilde;o teve &amp;ecirc;nfase na localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do material tipo e esp&amp;eacute;cimes adicionais para todas as esp&amp;eacute;cies. A partir da obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de material adicional, alguns est&amp;aacute;gios de desenvolvimento (ovos e ninfas I, II e III) de algumas esp&amp;eacute;cies puderam ser pela primeira vez conhecidos, como: NI-NIII de G. cruzi, G. distinctus, G. longus, G. martini iheringi, G. lenti lenti, G. ovalis e G. persetosus; NII-NIII de G. setifer, G. lineatus e G. limai; ovos de G. lenti lenti e G. limai. Dados morfom&amp;eacute;tricos foram inclu&amp;iacute;dos nas descri&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos imaturos e a partir deles, &amp;iacute;ndices de crescimento (&amp;iacute;ndice de Brooks-Dyar e Crosby) foram pela primeira vez calculados para esp&amp;eacute;cies de Gyropidae. Com o estudo desses imaturos, as ninfas de esp&amp;eacute;cies de Phthiraptera puderam ser pela primeira vez sexadas desde a sua primeira fase, atrav&amp;eacute;s de car&amp;aacute;ter quetot&amp;aacute;xico. Ap&amp;oacute;s revis&amp;atilde;o, todas as esp&amp;eacute;cies estudadas foram redesenhadas e remensuradas para os padr&amp;otilde;es atuais de estudo do grupo e, com isso, uma nova sinon&amp;iacute;mia foi encontrada: Gyropus mesoamericanus sin. nov. de G. setifer. Duas novas esp&amp;eacute;cies ser&amp;atilde;o descritas: Gyropus sp. nov. sobre Proechimys trinitatis de Trinidad e Tobago; e Eogyropus sp. nov. sobre Clyomys laticeps do Paraguai, ambos hospedeiros da fam&amp;iacute;lia Echimyidae. Assim, foram analisadas 34 esp&amp;eacute;cies, sendo 28 esp&amp;eacute;cies de Gyropus, das quais duas novas esp&amp;eacute;cies como grupo interno e 6 t&amp;aacute;xons como grupos externos (1 Trimenoponidae, 1 Protogyropinae e 4 Gyropinae). A hip&amp;oacute;tese filogen&amp;eacute;tica baseada em 98 caracteres morfol&amp;oacute;gicos resultou em 4 cladogramas igualmente parcimoniosos (comprimento=271; IC=52; IR=79). A monofilia de Gyropus foi fracamente suportada pela an&amp;aacute;lise. Os resultados tamb&amp;eacute;m suportam grupos monofil&amp;eacute;ticos, o que implicou na utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alguns nomes gen&amp;eacute;ricos j&amp;aacute; publicados, como: Eogyropus Eichler (tipo G. lenti), Monogyropus Ewing (tipo G. longus) e Tetragyropus Ewing (tipo G. lineatus). Outros grupos, tamb&amp;eacute;m bem suportados e sem nomes propostos ser&amp;atilde;o tratados, como g&amp;ecirc;neros n&amp;atilde;o nomeados, como grupos de esp&amp;eacute;cies de Gyropus s.l. Uma esp&amp;eacute;cie foi combinada em um outro g&amp;ecirc;nero, Monogyropus pearsoni comb. nov. As associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre esp&amp;eacute;cies de Gyropus s.l. e seus hospedeiros sugerem processos de larga co-acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os grupos ovalis e parvus; estreita co-acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Eogyropus e co-especia&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Monogyropus, Tetragyropus e grupos cruzi, martini, parasetosus e ribeiroi. O grupo thompsoni apresentou associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do tipo larga co-acomoda&amp;ccedil;&amp;atilde;o e co-especia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Uma chave &amp;eacute; apresentada para separa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos g&amp;ecirc;neros de Gyropidae, bem como para as esp&amp;eacute;cies de Gyropus s.l. tratadas nesta tese.&lt;/p&gt;
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